Reforma Tributária: O Custo das Obras Pode Subir 20%. Sua Empresa Está Pronta? – DryFast

Reforma Tributária: O Custo das Obras Pode Subir 20%. Sua Empresa Está Pronta?

A regulamentação da Reforma Tributária (Lei Complementar nº 214/2025) promete redefinir a viabilidade econômica do setor construtivo. Segundo estudo da BSSP Consulting, o impacto não será uniforme: enquanto insumos industriais podem baratear, o custo final da obra pode saltar até 20%, punindo especialmente empresas com baixa maturidade digital e processos desintegrados.

1. O Novo Cenário: IVA Dual e Créditos

O Brasil migra para o modelo de IVA Dual (CBS Federal + IBS Estadual/Municipal). A grande virada é a não cumulatividade plena: o imposto pago na etapa anterior vira crédito para a próxima.

  • A armadilha: Para lucrar, a empresa precisa de uma gestão de créditos impecável. Errar no registro documental significa “perder” dinheiro e encarecer o orçamento.
  • Transparência: O imposto passa a ser calculado “por fora”, expondo o real peso tributário ao cliente final.

2. O Impacto no Canteiro: Quem Ganha e Quem Perde?

A conta é desigual. O estudo projeta variações drásticas dependendo da origem do custo:

Categoria Projeção de Impacto Causa Principal
Mão de Obra +18% a +20% Fim do RET e alta carga sobre serviços.
Insumos (Aço/Cimento) -4% (Queda) Maior geração de créditos na cadeia.
Cerâmicas Até -25% (Queda) Eficiência na nova estrutura tributária.
Plásticos e Eletrônicos +11% a +26% (Alta) Imposto Seletivo e mudanças no varejo.

Nota Crítica: A mão de obra é o “tendão de Aquiles”. Como a construção é intensiva em serviços, a exposição ao novo modelo é altíssima.

3. Por que o custo sobe tanto para alguns?

O aumento de até 20% no custo final afetará quem opera no “modo improviso”. Empresas que dependem de contratação direta sem rastreabilidade, centros de custo desorganizados e contratos mal amarrados não conseguirão recuperar os créditos necessários para compensar as novas alíquotas.

4. O Caminho para a Sobrevivência (Até 2033)

A transição será longa, exigindo a convivência entre dois sistemas. Para não perder margem, o setor deve adotar quatro medidas imediatas:

  1. Blindagem Contratual: Revisar cláusulas para garantir o equilíbrio econômico-financeiro diante de variações tributárias.
  2. Governança Digital: Implementar softwares que mapeiem créditos de IBS/CBS em tempo real.
  3. Gestão de Fornecedores: Avaliar o impacto de comprar de empresas do Simples Nacional vs. Lucro Real.
  4. Simulação de Cenários: Atualizar planilhas de viabilidade e preços de venda com as novas alíquotas.
0
×

Meu Orçamento

Confira os itens abaixo e envie para um vendedor.

Enviar Orçamento